Autarquia Municipal de Esportes de Presidente Prudente (Amepp)
A Amepp (Autarquia Municipal de Esportes de Presidente Prudente) foi criada através da Lei nº 1.967 de 1978, sancionada pelo então prefeito Paulo Constantino. A Autarquia surgiu com a finalidade de organizar o esporte no município, ampliando e reformando as praças esportivas, organizando competições e campeonatos, incentivando a prática do esporte, e firmando convênios com entidades esportivas locais e regionais, além de outras ações, sempre objetivando o aprimoramento e a profissionalização do esporte prudentino.
O primeiro diretor presidente da Amepp foi Antonio de Figueiredo Feitosa, tendo como diretor administrativo Antonio Macca e diretor adjunto Fortunato D´Antonio Ronchi.
Para substituir a Amepp, foi criada a Secretaria Municipal de Esportes de Presidente Prudente (Semepp), através da Lei nº 5.029 de 1998, em revogação a Lei nº 1967, de 1978, que dispunha sobre a criação da Autarquia. O prefeito da época era Mauro Bragato.
Estádio Eduardo José Farah
O "Prudentão", nome mais conhecido do Estádio Eduardo José Farah, foi inaugurado em 12 de outubro de 1982, com a partida inaugural entre Santos e Coríntians Prudentino (Corintinha). O placar foi 1 a 0 para o time santista, com gol de Paulinho, aos 43 minutos do 1º tempo. A partida teve um público de 20.240 pessoas.
Com as diversas reformas sofridas ao longo dos anos, o estádio já comporta 60 mil torcedores. Fora das capitais, o Prudentão é o maior estádio do País. As dimensões do campo (100 x 75m) são as mesmas do Estádio Mario Filho (Maracanã), o maior do Brasil, e poucos maiores que o Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi) - 108 x 72m.
Em 3 de março de 1986 o Prudentão abrigou um dos clássicos de maior rivalidade do futebol mundial. Jogaram Palmeiras e Corinthians, com vitória alviverde por 3 a 1.
A partida registrou o maior público de toda a história do estádio: 47 mil pessoas.
As arquibancadas são divididas nos setores amarelo, azul e verde (central). O estádio possui estacionamento, 1.560 cadeiras cativas, vestiários amplos e modernos para arbitragem e equipes, banheiros, iluminação e cabines para imprensa. Em dias de grandes jogos são montados postos policiais e de atendimento médico.
Clássicos - O Prudentão já recebeu importantes clássicos do futebol brasileiro. Já atuaram no estádio os quatro grandes clubes de São Paulo (Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo), sempre com grande público.
A primeira partida com grande repercussão nacional que o Prudentão recebeu foi Palmeiras e Botafogo, no dia 7 de setembro de 1995, com vitória alviverde por 2 a 1. A partir deste dia Presidente Prudente passou a receber vários jogos de grandes clubes nacionais.
O jogo mais importante do estádio foi a segunda partida da semifinal da Copa do Brasil entre Corinthians e Ponte Preta, em junho de 2001, com vitória corintiana por 3 a 0, com gols de Marcelinho, aos 11 minutos do 1º tempo; Éwerthon, aos 45 minutos; e André Luiz aos 29 minutos da etapa final.
A partida foi apitada por Alfredo dos Santos Loebiling, que distribuiu nove cartões amarelos, sendo Ricardinho, André, Otacílio e Marcos Senna (Corinthians); e Lucas, Piá, Adrianinho, Alex e Mineiro (Ponte Preta). Loebiling expulsou Elivélton (Ponte Preta).
O Corinthians jogou com Maurício; Rogério, João Carlos, Scheidt e Kléber; Otacílio, André Luís (Andrézinho aos 31'/2º), Marcelinho (Marcos Senna aos 22'/2º) e Ricardinho; Ewerthon e Muller (Gil aos 22'/2º). Técnico: Wanderley Luxemburgo.
O time da Ponte Preta atuou com Alexandre; André Santos, Rodrigo e Alex Oliveira; Dionísio (Adrianinho aos 15'/2º), Mineiro, Roberto (Carlos Alexandre no intervalo), Piá e Elivélton; Macedo (Régis no intervalo) e Lucas. Técnico: Marco Aurélio.
Vôlei Feminino
As equipes de vôlei feminino da Semepp vêm nos últimos anos conquistando ótimos resultados para Presidente Prudente. Sob o comando do técnico Marcelo Antoni Lorençoni, as jogadoras estão conquistando espaço na modalidade a cada ano que passa.
Só nas oito últimas edições dos Jogos Regionais a equipe adulta venceu em cinco oportunidades (Assis/97, Assis/99, Ourinhos/2000, Tupã/01 e Osvaldo Cruz/02).
Em Ourinhos (1995) e Presidente Prudente (1996) ficou com a terceira colocação. No ano de 1998, disputado em Osvaldo Cruz, Prudente obteve o quinto lugar.
Nos Jogos Abertos do Interior ficou com a 7ª colocação em Araraquara (1999), sendo vice-campeã em São José do Rio Preto (2001) e 4º lugar em Franca (2002).
O time ainda conquistou a Copa Nosso Voleibol Regional (2000), Liga Riopretensse (2001) e Liga de Volleyball da Alta Paulista.
A equipe juvenil também conquistou vários títulos regionais, obtendo o tetra-campeonato dos Jogos da Juventude (fase regional), disputados em Martinópolis (1999 e 2000), Adamantina (2001) e Presidente Prudente (2002).
Na fase estadual terminou na quarta colocação em 1999 e 2001, em Cubatão e Araçatuba, respectivamente, além do vice-campeonato em Assis (2002).
Soma-se ao currículo de títulos a Liga de Volleyball AVISA, de Ilha Solteira, em 2000.
Karatê
A história do karatê prudentino se confunde com a história de Luis Otávio Aranha Lacombe. Depois de sua vinda em definitivo para a cidade, quando instalou sua primeira academia (Nagai Kan), Presidente Prudente passou a respirar a modalidade e a se destacar nas principais competições regionais e nacionais.
Desde sua chegada o técnico fez com que Presidente Prudente despontasse no cenário esportivo nacional com a promoção de eventos como os Torneios Interestaduais, que por muito tempo foram realizados em Prudente e faziam parte do calendário de eventos da Federação Paulista e Confederação Brasileira de Karatê.
Devido a sua influência e renome nacional, por aqui passaram vários mestres nacionais e internacionais, além de atletas consagrados internacionalmente.
Em 1989 Lacombe faz seu 1º campeão paulista, o atleta Renato José Correa Franco, destacando também Luciano Vicente e Rodrigo Santos, que foram vice-campeões.
Em 1990 ele convida o então jovem atleta Carlos Augusto de Carvalho Filho para treinar e se estabelecer em Prudente. Os dois formaram uma parceria vitoriosa que persiste até os dias atuais. Neste mesmo ano o professor é convidado para se tornar treinador da Seleção Brasileira Juvenil e o atleta Renato Franco é convocado, ganhando a medalha de campeão por equipes em Porto Rico. Daí em diante são inúmeras vitórias e conquistas, difíceis de serem lembradas até por Lacombe.
Alguns destes feitos merecem destaque, como:
Em 1995 Presidente Prudente é a primeira equipe de modalidade individual Campeã dos Jogos Abertos do Interior (São José do Rio Preto), foi a segunda a conquistar este título para cidade nos JAI;
Em 1996 a cidade recebe a Seleção Brasileira de Karatê, que se prepara por 21 dias para o Campeonato Mundial Juvenil e Júnior, disputado na África do Sul, nos quais os atletas foram submetidos a rigorosos treinamentos que culminaram na maior conquista de medalhas da história de uma seleção brasileira em campeonatos mundiais até a atualidade. Além de Lacombe fizeram parte desta equipe vitoriosa o professor Carlos Augusto de Carvalho, como auxiliar de preparação física, e o Atleta Alexandre Serra, vice-campeão mundial.
Em 1997 Presidente Prudente conquista o vice-campeonato estadual por equipes;
Em 1999 Lacombe é convidado para ser técnico da Seleção Brasileira Adulta, que disputou os Jogos Pan-americanos em Winnipeg, Canadá, onde obteve oito medalhas, sendo uma de ouro, quatro de prata e três de bronze;
Neste mesmo ano o professor Lacombe, juntamente com o professor Carlos Augusto, elaboram um projeto para o Club de Regatas Vasco da Gama, fazendo da equipe de Presidente Prudente uma das mais fortes do país. Deste então, as conquistas no âmbito esportivo só tem aumentado, tornando a cidade uma referência no cenário do karatê nacional.
Já são 15 anos que o karatê de Presidente Prudente está no topo do esporte no País, com cerca de 5 mil títulos conquistados, 3.200 medalhas de ouro, 1.970 de prata e 1.780 de bronze.
Em Campeonatos Mundiais foram duas medalhas de ouro, três de prata e 16 de bronze.
Lacombe já disputou sete Pan-americanos, cinco Campeonatos Brasileiros e dez Campeonatos Estaduais. Foi nove vezes Campeão dos Jogos Regionais representando Prudente, Campeão dos Jogos Abertos do Interior e técnico com maior número de títulos em atividade no Brasil.
Alguns atletas prudentinos e seus títulos:
Renato José Correa Franco: 9 vezes Campeão dos Jogos Regionais, Campeão dos Jogos Abertos, Tricampeão Brasileiro, Campeão Sul-Americano, Campeão Pan-Americano e 3º colocado no Mundo Open, de Paris;
Alexandre Serra: 9 vezes Campeão dos Jogos Regionais, Campeão dos Jogos Abertos, Tricampeão Brasileiro, Campeão Pan-americano e Vice-Campeão Mundial;
Luciano Vicente: 9 vezes Campeão dos Jogos Regionais, Campeão dos Jogos Abertos e Tricampeão Brasileiro;
Kleber Dinamar: 5 vezes Campeão dos Jogos Regionais, Campeão Brasileiro e Campeão Pan-Americano;
Giovanni Chacon: 9 vezes Campeão dos Jogos Regionais, Campeão Brasileiro e Campeão Pan-Americano.
Atualmente, a equipe de karatê de Presidente Prudente, além das competições normais, desenvolve inúmeros projetos na cidade e região como o Projeto Karatê Futuro Feliz - Lar dos Vicentinos, 60 participantes; Projeto Karatê Campeão - Semepp/Unoeste, com 100 participantes; Programa Atleta do Futuro (Sesi), 40 participantes; e Projeto Esporte Cidadão (Santo Anastácio), 110 participantes.
Todos os projetos são elaborados pela comissão técnica prudentina, composta por Luis Otávio Aranha Lacombe (técnico principal e supervisor técnico); Carlos Augusto de Carvalho Filho (preparador físico principal, coordenador pedagógico e coordenador de projetos); Alexandre Serra (professor responsável pelo Projeto Futuro Feliz); Luciano Vicente (professor e atleta da equipe); Renato Franco (professor e atleta da equipe) e Giovani Chacon (auxiliar de preparação física, professor e atleta da equipe).
Esporte Clube Corinthians de Presidente Prudente (Corintinha)
No dia 8 de fevereiro de 1945 um grupo de corintianos (Corinthians Paulista) se reuniu para formar um time com intuito de disputar o campeonato de futebol juvenil de Presidente Prudente, com nome diferente da equipe paulista. O representante prudentino surge sem o "S" (de Sport Club Corinthians Paulista), e sem o "H" (Corintians).
Neste ano inicia-se a trajetória do Esporte Clube Corintians de Presidente Prudente. Além de disputar a competição juvenil da cidade a equipe também decidiu participar do Campeonato Amador Regional.
O primeiro título conquistado veio três anos após sua fundação, quando conquistou o Campeonato da Alta Sorocabana. Neste ano foi a última participação amadora do "Jerônimo do Sertão", como era chamado por seus torcedores, vindo a ser apelidado posteriormente de Corintinha.
A segunda divisão de futebol profissional no Estado surge em 1949. O Corintians foi um dos primeiros clubes do interior a solicitar sua inscrição junto a FPF (Federação Paulista de Futebol) para disputar a competição. Ao lado do alvinegro estava seu mais tradicional rival, a Apea (Associação Prudentina de Esportes Atléticos), que surgira em 1936.
Além de Corintians e Prudentina, garantiram inscrição na "Segundona" o CA Linense (ainda em evidência); São Bento, de Marília (extinto); AA Ferroviária, de Botucatu; Botucatuense (extinta); Bariri AC (extinta); Baurú AC (time que revelou Pelé); Comercial FC, de Lins (extinta); Tanabi EC (disputa o Campeonato Paulista da Série B-3 - sexta divisão); Tupã FC (continua atuando); Garça EC; EC Noroeste, de Bauru; América FC e Rio Preto EC.
O primeiro presidente foi Alvino Gomes Teixeira, que recebeu da família Isaac, de seu patriarca Mellén Issac, o terreno onde foi construído o antigo Parque São Jorge, na Rua Siqueira Campos.
Na inauguração do estádio o Corinthians venceu a equipe aspirante do São Paulo por 4 a 0, quebrando longa série invicta do time tricolor (36 jogos sem derrota).
Após Teixeira assumiu a presidência José Cupertino D'Arce, considerado um dos maiores presidentes da história do clube, sendo substituído depois por Jacks Jorge, que posteriormente deu lugar a quem administrara a maior crise dos anos 50, Aurelino Alves Coutinho. Porém, foi no final dessa década que a equipe subiu para a principal divisão do futebol de São Paulo, em 1960, quando lotava as dependências do Estádio do Parque São Jorge.
Em 1958, na partida decisiva no Pacaembu, em São Paulo, disputada dia 22 de abril de 1959, o Comercial de Ribeirão Preto goleou a equipe prudentina por 4 a 0, em jogo que o alvinegro era franco favorito, segundo a imprensa paulistana.
A derrota não esfriou o ímpeto corintiano de tornar-se uma grande equipe de futebol de São Paulo, e no ano seguinte, após brilhante campanha, finalmente Presidente Prudente vibrou de emoção com o Corintians Prudentino subindo para a divisão especial, após vencer o Bragantino por 4 a 1, no dia 6 de março de 1960, no Parque São Jorge.
Anacleto Pietrobom foi o árbitro. No primeiro tempo a partida terminou empatada sem gols. Na etapa final os gols foram marcados por Robertinho (aos 3 minutos), Barras (14), Alvair (18, para o Bragantino), Barras (31) e Joãozinho (41). A renda foi recorde na época em todo o interior paulista, cerca de CR$ 963.560,00.
No dia seguinte o time prudentino era capa da revista "A Gazeta Esportiva". O time campeão atuou com Acosta, Tó, Bertamin, Cotía e Luizinho, Joãozinho e Zé Amaro, Barras, Nelson Luques, Robertinho e Plínio.
O time não tinha estrutura suficiente para permanecer na série especial, disputando assim, apenas um campeonato da primeira divisão, sendo rebaixado ao lado de América e Ponte Preta no ano seguinte.
A paixão pelo Corintinha tomava proporções cada vez maiores, tanto que, em mutirão, a torcida construiu uma nova arquibancada no setor das gerais em menos de 30 dias, ampliando a capacidade do Parque São Jorge para dez mil pessoas, na época da disputa do campeonato da segunda divisão, no final da década de 50.
As emissoras de rádio da cidade festejaram como nunca a ascensão corintiana.
Anos mais tarde o sonho de voltar à primeira divisão ruiu, numa partida disputada no estádio Parque Antártica, da Sociedade Esportiva Palmeiras, o maior rival do homônimo prudentino.
Dessa vez a equipe sucumbiu diante do Nacional, da capital. A equipe corintiana chegou sair na frente marcando o primeiro gol do jogo, mas permitiu a virada e a partida acabou em 2 a 1.
Em 1970 o Corintians encontra novamente o Nacional para barrar a volta a divisão especial do futebol de São Paulo. Mais uma vez o sonho alvinegro desmoronou. Em campo estavam Raimundinho, Alemão, Dobreu, Luís Carlos Djalma e Almeida, Ivo, Reinaldo, Zé Roberto, Coité, Pitanga e Plínio.
De 70 até os anos 80, o alvinegro viveu momentos de altos e baixos, tendo sempre boas equipes, assim como times ruins também.
Com uma vitória diante do Olímpia, por 2 a 0, em 1973, o Corintians Prudentino paralisava suas atividades para que a cidade determinasse uma nova aventura futebolística, com o surgimento do Presidente Prudente Esporte Clube (PPEC).
Surge o PPEC em substituição ao Corintians de Presidente Prudente
Numa reunião realizada na Associação Comercial e Industrial de Presidente Prudente, foi argumentado que o nome da equipe atrapalhava o apoio de outros desportistas. Sob a presidência de Feiz Abud, nas cores azul e amarela, surge um novo time de futebol na cidade: o Presidente Prudente Esporte Clube.
No primeiro confronto o PPEC derrotou o Andradina por 6 a 1. Porém, o resultado não refletiu o que viria acontecer na vida do clube.
No ano seguinte, após intervenção da torcedora símbolo do Corintians, Dona Amélia Barreto, juntamente com o presidente da época, Jakson Monteiro, o conselho deliberativo da equipe foi convocado e o Corintians Prudentino retorna suas atividades.
Com o PPEC o torcedor tinha se afastado dos estádios. Em 1975, devido à falta de motivação com a inexistência da lei de acesso, o Corintians prudentino viveu os piores momentos desde o início de sua existência.
Em 1976 foi um ano para se esquecer. Jogadores não tinham dinheiro para alimentação porque os salários estavam atrasados, o que obrigou as emissoras de rádio a fazer campanha junto ao comércio e indústria com objetivo de obter produtos de gênero alimentício para doar aos atletas.
O radialista Sérgio Jorge, juntamente com Dona Amélia e o treinador Luís Carlos Djalma, foram grandes colaboradores que buscaram constantemente a doação de alimentos para suprir as necessidades dos jogadores.
Com as dívidas o estádio foi penhorado e o Corinthians parecia estar agonizando.
Virada - Com o clube no ostracismo e quase chegando a sua extinção, surge um grupo de desportistas liderado pelo vereador Nelson Nunes Pinheiro e muda a história do Corintians. O gramado do estádio voltou a ficar em bom estado e teve suas dependências recuperadas.
A volta corintiana foi triunfal. O primeiro jogo depois desse longo período de crise aconteceu com o Rio Preto Esporte Clube. A diretoria registrou uma ótima arrecadação e o estádio ficou lotado de torcedores desejosos de uma nova era de sucesso do time.
No campeonato de 1977, apesar dos esforços da diretoria, a equipe não foi bem, ficando em penúltimo lugar.
Em 1978 o Corintians Prudentino realizou uma grande campanha, chegando bem próximo da conquista.
Ficava claro que a cada ano o Corintians se fortalecia e estava muito próximo de outra vez levar sua torcida ao delírio da conquista de um campeonato. Em 1979, a "Gazeta Esportiva" destacava que o alvinegro, que já ficara fora do futebol profissional (fazendo alusão à troca de nome na época do PPEC), outra vez estava em campo para brigar por uma vaga na principal divisão do futebol paulista.
O treinador era Norberto Lopes, que como atleta, jogara nos bons tempos da Prudentina. Diretoria organizada, time bem arrumado, dinheiro em caixa, salários em dia e bons bichos não foram suficientes para o triunfo de volta à elite do futebol paulista.
Com alguns jogadores formados nas categorias de base e outros contratados, a diretoria corintiana conseguiu montar o que muitos entendiam ter sido o melhor time do Corintians Prudentino, depois da equipe campeã de 59/60.
Em 1980 foram 23 jogos invictos na primeira e segunda fase. Paulo Dias aparecia como o maior artilheiro do interior paulista, e junto com Luís Carlos, Gérson, Espanhol, Almeida e Ojeda, Rubinho e Jaime, Tuta, Lima, Paulo Dias e Pedrinho (Jair Brasília), fez parte de uma equipe quase imbatível. O time provocou as maiores lotações em termos de público para jogos de futebol no Parque São Jorge, mas outra vez houve grande decepção.
Depois de estar praticamente com o título ganho, novamente o alvinegro prudentino deixa escapar a conquista.
Não demorou e a maior decepção na vida corinthiana aconteceu, a venda do Parque São Jorge.
Joaquim das Neves Filho era o presidente e vendeu o estádio, que deu lugar a um shopping.
Apesar de forte contestação da torcida corinthiana, com inúmeros movimentos contrários, inclusive com tentativa de devolução de parte do dinheiro adiantado pela empresa Artur Construções e Empreendimentos Imobiliários Ltda, de nada adiantou, o fato foi consumado e o estádio vendido.
O ex-presidente Artur Boigues Filho bem que tentou uma última tentativa, adiantou para que o radialista Sérgio Jorge Alves, o dirigente Ademar Cipola e o ex-atleta Teotônio, pudessem efetuar a devolução da parcela inicial da venda, mas Joaquim das Neves não aceitou e o Corintians Prudentino estava perdendo o patrimônio que um dia a família Isaac entregou para o primeiro presidente da história corinthiana, Alvino Gomes Teixeira.
Em 7 de novembro de 1983 estava vendido o Parque São Jorge.
Logo após Neves renunciou a seu mandato, alegando ter depositado o dinheiro da venda em agência bancária local, com Celso Nespoli assumindo a presidência do alvinegro.
A partir daí o Corintians ficava sem patrimônio, chegando ainda a atuar no Parque São Jorge, para posteriormente se firmar no estádio Eduardo José Farah (Prudentão), onde mandou seus jogos até deixar as atividades futebolísticas profissionais.
Os dois últimos títulos foram o de Campeão Paulista da Segunda Divisão, em 1993, categoria juniores, com direito a participar no ano seguinte da Taça São Paulo, e o Vice-campeonato Paulista da Série A-3, em 1997.
Não demorou e por falta de estrutura o Corintians Prudentino, após duas quedas (da série A-2 para a A-3 e da A-3 para a B-1), desapareceu.
Em meados de 2000, quando se encerrava o mandato do presidente Antônio Carlos Colnago (Carlão), era o fim de uma agremiação que ao longo de sua trajetória enriqueceu de glórias uma cidade apaixonada pelo futebol.
Precursores do basquete em Presidente Prudente
A Prudentina nasceu em 1936 com o objetivo de funcionar como uma associação incentivadora do esporte, nas mais diversas modalidades. No início da Apea (Associação Prudentina de Esportes Atléticos) o basquete recebeu maior atenção, ocupando a frente das modalidades que a Associação teria daí em diante. Escolheram Miguel Di Colla para ser o capitão da equipe, e como treinador, Elias Fernani.
Di Colla não se descuidava da formação da turma de bola ao cesto (como era chamada a modalidade antigamente). Jovens e adultos se inscreviam no time e mostravam-se empolgados com a criação da equipe.
O treinador Elias Fernani, ao lado do capitão, gastava todo seu tempo disponível na preparação dos candidatos a uma vaga. O sucesso foi tanto, que já na reunião da diretoria, em 9 de novembro de 1936, o presidente Adalberto Goulart, o vice Arthur Marrafão, o primeiro secretário Dídimo de Jesus, o segundo secretário Francisco de Vivo e o tesoureiro Victório Cornaglia, discutiram a compra de uniforme para o time.
Eles resolveram utilizar as mesmas cores da Apea da capital do Estado, a Associação Paulista de Esportes Atléticos, que eram preto, branco e vermelho. O secretário Dídimo de Jesus recebeu a missão de efetuar o pedido à Casa do Esporte Nacional, de São Paulo. Seriam adquiridos 16 uniformes e uma bola de "baskett", e o tesoureiro Victório Cornaglia faria o pagamento.
A notícia sobre a compra das peças se espalhou na cidade, aumentando a competição dos candidatos a lugares no time da Apea. Usando quadras improvisadas, o técnico Fernani fazia o que podia para treinar a equipe, dividindo a atividade com seus serviços particulares, dando uma grande contribuição e incentivo ao basquete de Presidente Prudente na época. O cargo lhe conferia prestígio social. Por onde passava as pessoas o chamavam de "professor".
Sonhando com a ascensão dos filhos como jogadores, pais aumentavam, a cada dia, o círculo de amizades de Elias Fernani.
A princípio as partidas de basquete deveriam restringir-se às cidades vizinhas, contra equipes locais, uma maneira de não encarecer o transporte. Todo convite recebido gerava uma reunião dos diretores, para discussão sobre aceitação ou recusa, muitas vezes sendo esse o único tema do encontro.
Na reunião ordinária de 1º de dezembro de 1936, por exemplo, a pauta dos trabalhos começou com o estudo de resposta a equipe do Atlético Brasil Clube, da cidade de Paraguaçu Paulista, que propunha uma partida com a Apea. O jogo foi marcado para o dia 6, com as despesas divididas entre os dois clubes. Não demorou para a Prudentina ficar com a agenda cheia, tanto que, na assembléia de 1º de dezembro, deu resposta negativa ao Clube Atlético Internacional, por estar com excesso de compromissos.
A Prudentina conseguiu formar seu time base, cumprindo com louvores a missão a que seus fundadores se propuseram. Entusiasmado, o presidente Adalberto Goulart sugeriu em assembléia, a realização de um torneio de bola ao cesto, de nível eliminatório, com todos os clubes da Alta Sorocabana. A competição seria em Presidente Prudente e da mesma forma, o comércio sentia-se animado pela presença dos visitantes, que ajudavam na arrecadação pelas lojas, restaurantes e ambulantes do município.
Além dos zelosos administradores da Associação Prudentina de Esportes Atléticos, fora da entidade existiam outros incentivadores do esporte. Um exemplo notável era de Aurelino Coutinho, presidente do Clube Atlético Internacional, que sempre procurava aproximação com os apeanos, fortalecendo os laços de amizade e a atividade esportiva.
No final do ano de 1936, Presidente Prudente estava definitivamente integrada ao basquete regional.
Prudentina organiza primeiro Campeonato de Bola ao Cesto
Naquela época, o futebol já havia se tornado o esporte mais popular no Brasil. Em 1900, 36 anos antes da fundação da Prudentina, a prática do futebol no Interior de São Paulo e no Rio Grande do Sul já era intensa. Antes, esse esporte limitava-se às grandes capitais, graças ao jovem Charles Miller, que em 1894 introduziu o futebol no Brasil, já que aos 10 anos tinha ido estudar na Inglaterra, e ao voltar, fomentou a prática da modalidade no São Paulo Athlétic Clube, formado por rapazes que trabalhavam na Companhia de Gás e no London Bank.
Mas como o basquete foi a primeira modalidade a receber atenção especial da Apea, os diretores da Associação optaram em realizar um torneio de bola ao cesto, ao contrário de um torneio de futebol. A competição envolvia clubes da Alta Sorocabana.
Dia 13 de dezembro de 1936, Adalberto Goulart, Arthur Marrafão, Dídimo de Jesus, Francisco de Vivo, Victório Cornaglia, Miguel Di Colla e Elias Fernani, levaram três esportistas influentes para uma reunião, onde o assunto foi o preparo do torneio, com posterior formalização de convites aos representantes das outras equipes.
Com os convites enviados, chegaram em Presidente Prudente para a reunião, Aurelino Coutinho, do Clube Athlético Internacional; Querino Matheus, do Athlético Brasil Clube, de Paraguaçu Paulista; e o sargento José Schoart, do Tiro de Guerra 20, de Presidente Prudente. Também foi convidada a Congregação Mariana de Paraguaçu, que não enviou representante, porém, mandou uma mensagem telegráfica apoiando as resoluções a serem tomadas. O grupo escolheu os dias 6 e 7 de março de 1937 para o Campeonato de Bola ao Cesto da Alta Sorocabana.
Cada associação inscreveria o máximo de oito jogadores e ficou acertado que as confirmações de participação no certame terminariam dia 20 de fevereiro. A competição foi uma grande aliada na disseminação do basquete junto aos jovens, que o praticava em locais improvisados, usando até bola feita de bexiga, de crina de cavalo e de trapos. A Prudentina aspirava, desde então, tornar-se um clube de projeção nacional nessa modalidade.
Apesar dos cuidados com o desenvolvimento do basquete, a Apea também direcionava esforços para o incentivo dos outros esportes, incluindo o futebol.
Do basquete ao futebol
O basquete era muito popular em Presidente Prudente. As improvisações de quadras, onde o time da Apea pudesse treinar e jogar, não desestimulava o público, que sempre comparecia em número expressivo e com muita vibração nos jogos. A esperança de conforto aos jogadores e torcedores, surgiu em maio de 1939, quando o simpatizante do clube, José Aguera Plazzas, concordou em ceder um terreno que possuía na esquina da Avenida Conselheiro Antônio Prado e Rua Figueira.
A Conselheiro Antônio Prado é a atual Avenida Washington Luiz. O terreno seria ideal para o esporte, desde que fossem realizadas adaptações. A diretoria entendeu que ali poderiam ser desenvolvidas também outras modalidades esportivas e atividades de recreação. O terreno ficaria com a Prudentina por tempo indeterminado e o plano foi executado, conferindo significativo impulso ao trabalho dos apeanos.
O presidente Adalberto Goulart, que assumiu o cargo em 26 de outubro de 1936, nomeou o diretor Miguel Di Colla para chefiar uma comissão e tentar, junto à prefeitura, a isenção dos impostos municipais do terreno. No local, o Clube Athlético Internacional, de Aurelino Coutinho, vinha realizando treinamentos de basquete, mas ele não se opôs ao acordo entre José Aguera Plazzas e a Apea.
O basquete apeano permaneceu em ascensão, mas o clube começou a deparar-se com a insuficiência de recursos para saldar seus compromissos que exigiam novos gastos. Foi nesse clima que a Apea recebeu convite para participar dos Jogos Regionais de Campinas. A saída encontrada foi a de costume: compor uma comissão para solicitar dinheiro junto a sociedade, tarefa entregue a Cícero de Campos Gurgel, Doutor José Foz, Donato Gassi, José Tarabay e Wilson Blumer.
Com o profissionalismo recém-organizado, e com a ascensão do futebol no Brasil e no mundo, era natural que em Presidente Prudente também se registrasse grande entusiasmo pelo esporte. E foi o que ocorreu. A Apea, que continuava dando ênfase ao basquete, começou a ser cobrada por associados para fortalecer igualmente o seu futebol, montando um time capaz de disputar importantes campeonatos.
Nasce o futebol
O novo presidente José Calabretta criou a seção de futebol e uma nova comissão de esportes. Seus membros eram Elias Maluf, José Calabretta, Orlando Biazon, Antônio Menezes, José Garrido, Domingos Tófano, Luiz Pratt, Annibal Pimenta e Lúcio Caciatari. Mas ficou estabelecido que a presença do futebol não tiraria os poderes do basquete.
Diretor esportivo da seção de futebol, Elias Maluf se apressou em atender as aspirações dos associados. Numa reunião do dia 18 de junho de 1940, na sede da Rua Nicolau Maffei, foi discutida a formação de uma seleção de futebol na Apea, para o Campeonato da 17ª Região. A Associação Prudentina de Esportes Atléticos deveria construir um campo de futebol, sendo indicado para as obras o local que a prefeitura havia reservado para ser o futuro estádio municipal.
Um grupo de admiradores do clube se propôs patrocinar a aquisição de um terreno onde surgiria o estádio definitivo. Iniciativa tão bem recebida, que o novo presidente, Américo Tiezzi, reuniu a diretoria para enaltecer os benfeitores da Apea. Da tribuna da sede, o apeano Clóvis Tiezzi cumprimentou o grupo, que segundo explicou, não favoreceria apenas a Prudentina, mas daria à cidade uma praça de esportes "a altura dos seus habitantes".
Crise
Mesmo em dificuldades financeiras, a Prudentina havia montado um bom time de futebol. Só lamentava não possuir um estádio ideal, já que o idealizado pelos empreendedores particulares estava com as obras paradas. Seria preciso buscar a solução. Dia 8 de agosto de 1943, o presidente Américo Tiezzi reuniu a diretoria para discutir o assunto e novamente a sociedade foi convidada a ajudar. Não existia saída diferente em tais ocasiões e logo uma comissão era formada para visitar as empresas, em busca de recursos.
Daquele encontro, além de Américo Tiezzi, participaram o vice-presidente Miguel Di Colla, primeiro secretário José Calabretta, segundo secretário Elias Maluf, acrescentados de Lúcio Caciatari, Vergílio Tiezzi, Antônio Sergio Menezes, os três do conselho deliberativo e o assistente Santiago Rodrigues. Foi uma reunião longa e no final decidiu-se que seria lançada a "campanha do milheiro de tijolos", para construção dos muros ao redor do campo.
Posteriormente, através de outras arrecadações, o clube terminaria as obras do estádio.
Ascensão e queda da Prudentina
No fim do ano de 1945, o São Manoel propôs vender seu atleta Luiz Oliva por um bom preço e o negócio foi fechado. O Guarany Futebol Clube, de Campinas, concordou em ceder o atleta Germano Jung, também de acordo com a pequena disponibilidade de caixa da Prudentina. Desta maneira, o time progredia, formado na sua maioria por jogadores descobertos nos campos da cidade, favorecendo-se ainda com a montagem de uma escolinha e uma equipe de juvenis, treinada inicialmente por Lúcio Caciatari, e mais tarde, por Demerval de Oliveira Martins.
Na época, a maioria das cidades da Alta Sorocabana possuía times de futebol, com destaque para as equipes de Álvares Machado, Regente Feijó, Paraguaçu Paulista, Santo Anastácio e Quatá. A Prudentina continuava cada vez mais motivada com o futebol. Efetuava compras e trocas de jogadores, mantendo a paixão dos associados e da cidade.
Apesar de ter uma equipe profissional, os custos para manutenção do time eram altos e a agremiação quase sucumbiu nos anos posteriores, mas no final de 1960 o futebol tinha vencido todas as fases ruins e alcançava o melhor nível da história do clube e de Presidente Prudente.
O futebol profissional da Prudentina havia, finalmente, alcançado o êxito esperado durante tantos anos. Antigos líderes continuaram administrando o clube, outros tinham se afastado. Com Félix Ribeiro Marcondes novamente na presidência, ocupando o cargo durante dez anos (1957 a 1967) a equipe foi campeã da segunda divisão do futebol paulista em 1961, subindo para a divisão especial. Era o ano de seu jubileu de prata, 25 anos de fundação, e agora os administradores teriam responsabilidades ainda maiores.
O futebol e craques apeanos ganhavam manchetes na imprensa nacional. Em janeiro de 1961 foi preciso resistência para não vender o goleiro Glauco ao Santos, que apresentou interessante proposta de compra a Prudentina. De outro lado, porém, a Federação Paulista de Futebol não dava tréguas. Em março exigiu da Apea pagamento de um débito de Cr$ 33.500,00, incluindo a taxa de anuidade profissional de 1961, sendo que o não-pagamento resultaria na não-filiação dos novos diretores do clube.
O campeonato da divisão especial exigia recursos que a Prudentina não possuía em caixa. Ao contrário, era deficitário em Cr$ 1.329.404,00 e seriam necessários mais Cr$ 1.200.000,00 para o pagamento das luvas dos jogadores contratados. O caçula da divisão especial sofria ameaça de não participar da competição, o que na opinião dos diretores, seria humilhante.
Com a colaboração da população prudentina o time seguia em frente, mas sempre pedindo socorro financeiro. Vendendo jogadores, pedindo empréstimos a bancos, promovendo eventos, entre outras alternativas para buscar recursos, a equipe resistiu até 1967, quando o time foi rebaixado para a segunda divisão do futebol paulista.
Extinção do basquete
Como já foi dito, o basquete se destacava entre as modalidades esportivas da Prudentina no início de sua fundação. A escolinha que já dava os primeiros passos em 1936, ganhou ascensão, depois desapareceu, para voltar com expressiva estrutura em 1982. A equipe feminina despontava, tornou-se muito competitiva e nesse ano, consagrou-se ao vencer o campeonato paulista.
Foi campeã desse certame também em 1983. Foi ainda no mesmo ano que o time recebeu força total, com as contratações de Hortência e da norte-americana Beverly. O time venceu os campeonatos Sul-Americano de Basquete de 1983 e 1984. Em 84 também conquistou o Troféu Imprensa. Paralelamente, ganhou os Jogos Regionais e Abertos de 1982, 1983 e 1984.
A consagração definitiva e com reconhecimento em todo o mundo, veio em junho de 1984. A Prudentina foi vice-campeã da Copa W. Jones, realizada em Taipé, China. O primeiro lugar ficou com a Seleção Olímpica, dos Estados Unidos. O terceiro com a Seleção da Itália. O quarto lugar, com a Seleção do Canadá.
Só a equipe da Prudentina era de um clube social. As demais vencedoras eram seleções de seus países. A formação básica da Apea era Hortência, Beverly, Solange, Neca, Rosemary, Vanira, Cristina, Vânia, Eronides e Fátima. Técnico: Antônio Carlos Vendramini. O dirigente era Antônio de Figueiredo Feitosa. Antônio Martinho Fernandes era o chefe da delegação que foi a Taipe e Ramon Canno Garcia, médico.
A equipe figurava com a melhor do País, mas este quadro não durou muito, já que a repentina ascensão e notoriedade mundial do time fez com que algumas jogadores fossem transformadas em mitos, e assim, passaram a interessar a outras grandes equipes. Hortência, tratada como rainha no clube e na cidade, foi a primeira a tornar-se dissidente. Passou a exigir dinheiro em excesso e recebeu várias propostas.
Em 1985 o dirigente Antônio Martinho Fernandes telefonou de São Paulo, para onde tinha viajado junto com Antônio Macca, informando que Hortência havia recebido da Minercal uma proposta de assinatura de um contrato de Cr$ 100 milhões de luvas e Cr$ 10 milhões por mês, e continuaria jogando na Prudentina somente por valores iguais.
Martinho (Nico) se mostrava aborrecido, porque Hortência se comprometera a aguardar até 10 de abril, data em que a futura diretoria da Apea seria empossada e decidiria as normas do novo contrato. Mas Hortência se antecipou aos fatos, sem levar em conta o tratamento dado a ela em Presidente Prudente, incluindo o favorecimento da compra de um automóvel a preço de custo e com o número 4 na placa, conforme exigência da atleta.
Os dois enviados da Prudentina a São Paulo ofereceram a Hortência luvas de Cr$ 50 milhões com salário mensal de Cr$ 8,5 milhões e ela achou pouco. A diretoria executiva liderada por Aloysio Dias Campos considerava impossível concordar com a proposta da jogadora, que deveria ser no mínimo igual a da Minercal, da cidade de Sorocaba.
A jogadora não aceitou os Cr$ 50 milhões de luvas e Cr$ 8,5 milhões mensais oferecidos pela Prudentina e acabou deixando a equipe que a consagrou.
A equipe continuou atuando, inclusive com participação da norte-americana Beverly, mas sobreviveu até 1985. As atenções do clube se direcionaram para o setor social do clube.
Fizeram parte da equipe de basquete da Apea, jogadoras como Hortência, Tuty, Solange, Jussara e até a norte-americana Beverly. O clube foi o primeiro a trazer uma estrangeira para jogar no país.
Natação - Adolfo Padilha
Padilha Uma das maiores glórias da natação prudentina, onde despontaram grandes campeões, Adolfo Padilha é natural de Presidente Prudente, onde nasceu aos 9 de novembro de 1967, filho de Noé Padilha e Maria Taciana Vitório Padilha. O pai nem tanto, mas a mãe era sua mais fanática torcedora e incentivadora, acompanhando-o aos treinos diários nas piscinas da Associação Prudentina de Esportes Atléticos, onde o atleta era olhado por todos como uma das mais gratas revelações desse esporte. Os que apostavam em seu futuro na natação, acertaram em cheio. Sua carreira foi repleta de conquistas, a tal ponto de ser considerado um dos melhores nadadores do país.
Em sua carreira, Adolfo Padilha conseguiu os seguintes títulos: Campeão do Torneio Chico Piscina; Campeão do Interestadual; Campeão Intercontinental; Campeão e Recordista dos Jogos Jurídicos; Campeão e Recordista dos Jogos Abertos do Interior; Campeão e Recordista de Provas em Águas Abertas; 27 vezes Campeão e Recordista Estadual e Campeão e Recordista Brasileiro. O Atleta que mais medalhas de ouro conquistou para a cidade de Presidente Prudente em Jogos Regionais (nove anos consecutivo vencendo 8 provas em edições dos Jogos Regionais).
O nadador Adolfo Padilha iniciou sua carreira na APEA, com dissemos acima e ele mesmo confirma que começou a nadar com o incentivo dos pais aos 5 anos, representando até os 17 anos as cores da Prudentina.
Mudou para Santos, onde foi contratado pela Universidade Santa Cecília e passou a integrar, juntamente com outros velocistas, uma das equipes mais fortes do País, conquistando várias competições, inclusive, recordes Brasileiros em provas de revezamento das quais o nadador prudentino era o único titular em todas as competições.
Pelo Santa Cecília, Padilha participou de Meeting Internacional em Portugal, onde conquistou 4 medalhas, sendo uma de ouro. Em 1988, ficou por um centésimo do índice das Olimpíadas de Seul e do Mundial da Espanha. Após a sua volta da cidade de Santos, o atleta prudentino voltou a representar a Prudentina, onde conquistou e superou alguns recordes estaduais. Voltou a vencer provas em Jogos Abertos e Regionais. A especialidade do atleta prudentino sempre foi às provas de velocidade: 50 e 100 metros, sendo por mais de cinco anos campeão e recordista consecutivo dos campeonatos estaduais nas provas de 50 metros.
Padilha encerrou a sua carreira em 1995. Um torneio foi realizado em sua homenagem, tendo o seu nome, o famoso "Troféu Adolfo Padilha" e também recebeu uma homenagem da diretoria da APEA pelos anos de dedicação ao esporte através do presidente Antonio Martinho Fernandes, que colocou uma foto do atleta na sala de troféu da Prudentina.
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